sexta-feira, 17 de março de 2017

"Imaginário XXI" uma exposição a não perder no Centro Cultural de Arronches

Abriu ontem à tarde ao público, a exposição "Imaginário XXI" do pintor José de Paula, um dos mais consagrados pintores nacionais.






A Galeria do Centro Cultural de Arronches tem patente ao público até ao dia 31 de Março, esta exposição que ontem na abertura, contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Arronches, vários elementos dos diversos órgãos autárquicos e o público, sempre atento a todas as manifestações de arte.
A edil fez a apresentação do pintor José de Paula, elogiando o seu trabalho e o prestígio para esta galeria municipal, poder contar com esta exposição de tão conceituado artista, convidando-o a falar um pouco da sua carreira e obra.
José de Paula nasceu em Lisboa mas considera-se um alentejano de cepa, pois desde os seis anos de idade que vive em Elvas. O seu percurso académico nas Belas Artes, fez-se entre Sevilha e Madrid e frequentou ateliers de grandes mestres da pintura, sempre na busca incessante do conhecimento técnico, porque como afirmou “cada um tem que depois colocar nas suas obras a sua personalidade, o seu cunho particular”.
Imaginário XXI é uma viagem do pintor por cidades imaginárias, onde o "realismo fantástico" nos transporta para dimensões, texturas, suavidade e luz, em que o nosso imaginário pode ser levado para essa (re)construção do ser humano como sujeito autónomo e pleno.
José de Paula revelou-se ao público presente como um inconformista com o sistema que impera na pintura contemporânea, em que as galerias absorvem a alma e a obra dos artistas.
Por esse motivo cortou com esse sistema e hoje é um artista independente, que tanto expõem nas mais variadas cidades do planeta, como em simples cidades e vilas onde se revê em plenitude. Estamos a falar de um artista em que as suas obras se encontram espalhadas por museus e colecções particulares em Portugal, Espanha, Itália, França, Bélgica, Holanda, Suíça, Canadá, Inglaterra, Estados Unidos da América e Japão.
José de Paula em diálogo com o público confessou que “bebeu” do pintor realista Rembrandt (1606-1669), para ele "um dos grandes mestres da pintura". Confessou que não teria a “loucura” de um pintor pós-impressionista como Van Gogh (1853-1890), e que hoje impera a comercialização da pintura, mais do que a sua valorização como arte.
Por estes e outros motivos adjacentes, esta é uma exposição a não perder. Se tiver um tempinho livre, vá até à Galeria Municipal do centro Cultural de Arronches, porque vai dar esse tempo como bem aplicado.







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