terça-feira, 27 de junho de 2017

“FOI COMO UM RIO” o livro de Francisco Ceia apresentado em Arronches


Na Biblioteca do Centro Cultural de Arronches teve lugar no passado domingo, a apresentação da obra de Francisco Ceia “FOI COMO UM RIO”. Lamentavelmente e como referiu a Presidente da Câmara Municipal de Arronches, tendo em conta o pouco público presente, o protocolo com os membros que desempenham funções políticas, colectividades e associações, seriam mais do que suficientes para encher a sala. Para além da Presidente da Câmara e o Vereador da cultura José Bigares, estiveram presentes a Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, Emília Costa, o Deputado Municipal João Palmeiro e o membro da Junta de Freguesia de Assunção Nuno Amaral. Fermelinda Carvalho afirmou mesmo que “ao assumirmos cargos políticos, estamos a assumir também, outros compromissos”.
A obra de Francisco Ceia foi apresentada por Diogo Júlio, amigo pessoal do autor que, numa dissertação brilhante, nos colocou na pele do leitor, mas sempre como recordou Francisco Ceia, sujeito à interpretação e vivências que a leitura do seu livro pode trazer à memória de cada um de nós.
Como diz a própria sinopse do livro “Um rio é uma árvore de água, filho do choro da chuva doce, escrito no corpo do mundo. O sonho esgaravata-lhe um botão, cálice, corola… explode flor, abre folhas, devagar, cresce haste… gracejo, acotovela seixos, resiste cânticos de constância, corre, briga, abranda, lavra letra e salpico, nas linhas das margens que forja… harmoniza novos braços, adensa o leito, afirma o tronco, esbelto, curva viajem, anda parado… por fora, finge que anda, mas flui, sentido por dentro… adormece espelho, guardador de imagens e lembranças, desagua, no fundo dos olhos de quem o olha, e afoga as raízes no mar, para lhe beber o sal que há nas lágrimas… tange búzios no peito da maresia… nas luzes do horizonte, solta um grito azulino de gaivota… giza no arco do céu, cor, o beijo pássaro, e na asa dos bons vendavais, imagina nova rota, Sol, chão de sede, searas, tempestade, solidões… no fim, pode ser o começar… como rio de pérolas perdidas no pranto de uma janela, fechada ao cinge gélido de Dezembro, esborratando as cinzas da tarde, dentro dos olhos parados de alguém….”
Francisco Ceia nasceu em Portalegre e a sua actividade multifacetada, levou-o em 1976 a frequentar o curso de teatro, iniciando a sua carreira como actor profissional no CENDREV. Fundou em Portalegre a Companhia de Teatro Profissional, Teatro do Semeador. Compôs música e participou em programas da RTP, sendo inclusive pivot da série “A Casa do Mocho”.
A convite do teatro "Seiva Trupe" do Porto, integra esta companhia no musical “Ópera do Malandro” de Chico Buarque. Em festivais participou em 1997 em Cáceres (Espanha) no Festival da Word Music, “WOMAD” e posteriormente no 36º Festival RTP da Canção.
Estamos pois perante uma personalidade que merecia da parte da população de Arronches uma maior presença. Se mais não fôra pela sua ligação a esta vila e inserir nas suas obras factos e acontecimentos, ficcionados ou não, mas respeitantes a Arronches.





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